Da Redação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) assistiu nesta quarta-feira (25 de fevereiro de 2026) ao voto do relator Alexandre de Moraes que aponta os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão como mandantes do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018.

No entendimento do ministro, as provas reunidas ao longo do processo demonstram que os irmãos — um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e um ex-deputado federal — agiram com a intenção de silenciar Marielle por motivos políticos, associados a interesses ligados a milícias e à grilagem de terras na região.

Moraes também defendeu que o crime envolveu violência de gênero, racismo e discriminação, já que a vereadora era uma mulher negra e crítica ferrenha às práticas e ao poder de grupos milicianos.

Além dos irmãos Brazão, outros acusados respondem no processo:

  • Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, foi citado no voto por obstrução à Justiça e corrupção passiva, mas não há provas conclusivas ligando-o diretamente à execução.
  • Ronald Paulo Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca foram incluídos nas acusações relacionadas à organização criminosa.

Após o voto de Moraes, o ministro Cristiano Zanin acompanhou o relator e também votou pela condenação dos irmãos Brazão como mandantes do crime, reforçando a tendência de que a Corte conclua pelo reconhecimento da responsabilidade penal dos acusados.

O julgamento prossegue na Primeira Turma, com mais ministros ainda a se manifestar antes da decisão final.