Da Redação
O Brasil ativou oficialmente uma nova fase nas suas operações de defesa aérea nesta terça-feira (24): os caças F-39 Gripen da Força Aérea Brasileira (FAB) foram integrados ao Alerta de Defesa Aérea do Planalto Central, missão permanente voltada à proteção do espaço aéreo em torno de Brasília e regiões estratégicas do país.
Com base na Base Aérea de Anápolis (BAAN), em Goiás, onde está sediado o 1º Grupo de Defesa Aérea (Esquadrão Jaguar), aeronaves de última geração agora mantêm pilotos, sistemas e armamentos preparados 24 horas por dia, 7 dias por semana, para decolagem imediata caso alguma ameaça seja detectada.
Graças à proximidade da base com a capital federal, os Gripen conseguem atingir Brasília em cerca de cinco minutos em alta velocidade — a aeronave pode voar a cerca de 2.400 km/h, mais do que o dobro da velocidade do som.
Esta etapa operacional representa um marco no programa de modernização da defesa aérea brasileiro quase 12 anos após a assinatura do contrato para aquisição dos caças suecos, que começou em 2014. Atualmente, cerca de dez unidades F-39 já estão em operação no país, e outras estão programadas para entrega nos próximos anos.
A inclusão do Gripen no sistema de alerta vem após uma série de testes e certificações que validaram sua capacidade em múltiplas missões — desde o reabastecimento em voo com aeronaves-tanque até o lançamento de mísseis e manuseio de armamentos diversos.
Com essa mobilização, a FAB amplia sua capacidade de reação e reforça o controle soberano do espaço aéreo brasileiro, consolidando uma presença tecnológica avançada na vigilância e proteção da soberania nacional.






