O pequeno Teodoro, um cão que havia perdido completamente os movimentos das patas traseiras por causa de uma lesão na medula espinhal, voltou a andar depois de participar de um estudo científico que vem surpreendendo a comunidade médica.
Teodoro, que vive na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi um dos seis cães incluídos em um teste clínico pioneiro coordenado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante cerca de seis meses, ele recebeu injeções de polilaminina — uma proteína criada em laboratório com potencial para estimular a regeneração de fibras nervosas diretamente na coluna vertebral.
O que era antes considerado uma condição sem chance de recuperação mudou drasticamente: o cão não só readquiriu sensibilidade nas patas traseiras, como também voltou a caminhar normalmente. Esse resultado fez de Teodoro um símbolo do avanço, ajudando a pesquisa a ganhar visibilidade e credibilidade no meio científico.
A polilaminina é derivada de uma versão sintética da laminina, proteína naturalmente presente no corpo humano que ajuda a organizar tecidos e o crescimento celular, especialmente na fase embrionária. Estudos com essa substância têm sido realizados há décadas e, além dos resultados em cães, já mostraram sinais promissores em humanos com lesões medulares — embora ainda em fase experimental.
Esse avanço pode ser um passo importante para o desenvolvimento de tratamentos que realmente reconstituam conexões nervosas rompidas, oferecendo uma nova esperança para quem sofre com paralisias causadas por traumas na medula.






