Da Redação

O humorista Léo Lins teve uma virada inesperada no processo que o envolvia em polêmica judicial: nesta segunda-feira (23), o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) decidiu, por maioria de votos, reverter a condenação que o obrigava a cumprir mais de oito anos de prisão e pagar indenização, deixando-o formalmente absolvido pela Justiça Federal.

A sentença original havia sido proferida em junho de 2025, quando Lins foi condenado em primeira instância por comentários considerados discriminatórios em um espetáculo de comédia stand-up gravado e divulgado em 2022 no seu canal no YouTube, que gerou inúmeras críticas ao longo do tempo por atingir diversos grupos sociais.

Com a decisão desta segunda, a pena de oito anos e três meses de reclusão foi anulada, assim como a obrigação de pagar mais de R$ 300 mil por danos morais coletivos que havia sido imposta anteriormente. A sentença do TRF-3 ainda pode ser objeto de recurso pelo Ministério Público Federal em instâncias superiores.

Nas redes sociais, Léo Lins comemorou a absolvição de forma bem-humorada e irônica, fazendo referência à “fumaça branca” usada em cerimônias de escolha de papas ao anunciar a notícia, gesto que viralizou entre seus seguidores.

Amigos e apoiadores, como o apresentador Danilo Gentili, também se manifestaram, destacando a decisão como uma vitória da liberdade de expressão artística no Brasil.

O caso trouxe à tona debates mais amplos sobre os limites do humor e a interpretação da lei quando o conteúdo satírico ofende públicos variados — um tema que ainda promete repercutir no meio jurídico e cultural.