Da Redação
Com a aproximação da Páscoa de 2026, quem circula pelos mercados de Goiânia tem sentido no bolso o impacto da inflação dos doces: os produtos à base de cacau acumulam um aumento de quase 25% nos últimos 12 meses, muito acima da inflação geral do país, que ficou em aproximadamente 4,44% no mesmo período.
Esse salto nos preços reflete uma forte alta das cotações do cacau no mercado mundial, que chegaram a níveis históricos nos últimos anos diante de dificuldades climáticas e redução da oferta em grandes regiões produtoras.
Moradores relatam choque ao comparar os valores atuais com os de anos anteriores — em muitos casos, ovos de chocolate e bombons que custavam um valor “padrão” na Páscoa já aparecem com preços significativamente maiores nas prateleiras.
Como a alta afeta o consumo
Diante dos preços elevados:
- Muitos consumidores evitam ovos grandes e optam por barras ou produtos mais simples;
- Há quem troque marcas tradicionais por opções mais baratas ou até faça versões caseiras;
- Compras antecipadas e comparação de preços se tornaram práticas mais comuns.
Economistas apontam que a pressão sobre o chocolate vai além do efeito sazonal da Páscoa e tem raiz em fatores estruturais do mercado global de cacau, que transferiram custos mais altos para o consumidor final.
Recomendações para o consumidor
Para minimizar o impacto no orçamento, órgãos de defesa do consumidor orientam:
- Pesquisar preços em diferentes lojas antes da compra;
- Registar aumentos abusivos através dos canais oficiais, como o Procon;
- Considerar alternativas mais em conta ou produtos com menor teor de cacau.
Mesmo com o cenário de preços elevados, a expectativa do varejo é de que as vendas se mantenham estáveis, embora com escolhas mais cautelosas por parte dos consumidores em 2026.






