Da Redação
Na madrugada desta terça-feira (24), a cidade de Juiz de Fora enfrentou um dos maiores desastres climáticos de sua história recente após fortes chuvas provocarem deslizamentos, alagamentos e soterramentos que aterrorizaram moradores. As precipitações, que começaram ainda no fim da tarde de segunda-feira (23), foram tão intensas que fevereiro tornou-se o mês mais chuvoso já registrado na cidade, com volumes acumulados muito acima da média histórica.
Segundo dados oficiais divulgados pela prefeitura, ao menos 14 pessoas morreram em decorrência do temporal, com casos registrados em vários bairros — incluindo JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. As causas das mortes estão ligadas principalmente a desabamentos de casas e deslizamentos de terra.
Além dos óbitos, cerca de 440 moradores ficaram desabrigados e estão sendo atendidos com alojamentos provisórios. A administração municipal decretou estado de calamidade pública válido por 180 dias, medida que facilita a obtenção de recursos estaduais e federais para assistência e reconstrução. As aulas da rede municipal foram suspensas diante da gravidade da situação.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e da Defesa Civil seguem em ação, enfrentando dezenas de ocorrências e realizando buscas por pelo menos 45 pessoas ainda desaparecidas, especialmente em áreas como o bairro Parque Burnier, onde quedas de barreiras ocorreram devido à chuva intensa.
O temporal também causou o transbordamento do Rio Paraibuna e de córregos locais, bloqueou pontes e vias importantes e provocou queda de árvores em diversos pontos da cidade, dificultando o tráfego e os trabalhos de resgate. As previsões meteorológicas apontam para possibilidade de continuidade das chuvas, o que mantém as equipes de emergência em alerta máximo.
A mobilização atual inclui reforço com militares especializados e cães farejadores, na tentativa de encontrar vítimas sob os desabamentos e socorrer os que ainda precisam de ajuda.






