Da Redação

Uma grande onda de tumulto tomou conta de várias regiões do México neste fim de semana após a confirmação da morte de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, mais conhecido como “El Mencho” — um dos líderes mais procurados do crime organizado no país e cabeça do poderoso Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).

O golpe fatal aconteceu durante uma operação militar no município de Tapalpa, no estado de Jalisco, quando as forças armadas entraram em confronto com o criminoso e seus seguidores. El Mencho, de cerca de 59 anos, foi mortalmente ferido e morreu enquanto era transportado para atendimento médico.

Reação imediata: caos nas ruas

A notícia de sua morte desencadeou uma reação violenta de grupos ligados ao cartel em dezenas de estados. Em poucas horas:

  • Carros, ônibus e caminhões foram incendiados para bloquear estradas e dificultar o avanço das autoridades.
  • Mais de 250 bloqueios foram registrados em rodovias e vias urbanas, em ao menos 20 estados.
  • Estabelecimentos comerciais e postos de combustível também foram atacados e incendiados.
  • Em grandes centros, como Guadalajara e Puerto Vallarta, imagens e relatos mostraram grandes colunas de fumaça e cenas de pânico entre moradores e turistas.
  • Escolas foram fechadas e voos cancelados em várias cidades por questões de segurança.

As manifestações violentas foram tão amplas que autoridades locais chegaram a ordenar que civis permanecessem em casa, e em cidades turísticas a operação de aeroportos foi temporariamente afetada pela insegurança nos acessos.

Impacto e preocupações

O episódio expõe o poderio das organizações criminosas no México e os desafios que o governo enfrenta para controlar áreas dominadas por facções armadas. A morte de El Mencho elimina uma figura central no tráfico internacional de drogas — inclusive com recompensa de milhões de dólares por informações sobre ele — mas também levanta o temor de que uma disputa interna por liderança possa intensificar ainda mais a violência nos próximos dias.

Autoridades mexicanas e governos estrangeiros, como o dos Estados Unidos, que forneceu apoio de inteligência na operação, destacaram a importância da ação, embora tenham alertado sobre o potencial de instabilidade após o golpe ao cartel.