A REDAÇÃO

O influenciador Hytalo Santos foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão por crimes relacionados à exploração sexual de adolescentes. O marido dele, Israel Vicente, recebeu pena de 8 anos e 10 meses de reclusão. A informação foi divulgada pelo g1 e confirmada pelo advogado de defesa, Sean Kompier Abib. O processo tramita sob segredo de Justiça.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o advogado afirmou que a condenação é procedente e declarou que a defesa irá recorrer da decisão. Procurado, o Tribunal de Justiça da Paraíba não se manifestou sobre a sentença até o momento.

A defesa sustenta que a decisão judicial apresenta fragilidades e afirma que houve preconceito no julgamento. Em nota, o advogado argumentou que a sentença faz menções desnecessárias às características pessoais de Hytalo, como raça e orientação sexual, o que, segundo ele, demonstraria viés na análise do caso.

Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos em agosto do ano passado, em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, em cumprimento a mandados expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba. As investigações apuram crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil.

De acordo com o Código Penal, o crime de tráfico humano prevê pena de 4 a 8 anos de reclusão, que pode ser aumentada quando envolve crianças ou adolescentes. O Ministério Público da Paraíba investigava o casal desde 2024 sob suspeita de exploração de menores nas redes sociais.

O caso ganhou maior repercussão após o criador de conteúdo Felca publicar um vídeo em que abordava a adultização de crianças e citava o nome de Hytalo. Após a repercussão, as contas de Hytalo e Israel em uma rede social foram desativadas.

Segundo as investigações, Hytalo produzia vídeos com adolescentes, incluindo conteúdos de dança, que eram monetizados nas redes sociais. Parte dos jovens, alguns em situação de vulnerabilidade social, morava com o influenciador com autorização dos responsáveis. Ele se referia ao grupo como “filhos” e afirmava oferecer suporte financeiro, moradia e acesso à educação. Em contrapartida, os adolescentes participavam das produções divulgadas online.

A defesa nega irregularidades e informou que buscará reverter a condenação nas instâncias superiores. O caso segue sob análise judicial.