SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A CBF voltou a defender Vinicius Júnior no caso da acusação contra Gianluca Prestianni, do Benfica, e enviou cobranças à Uefa e à Fifa. O atacante brasileiro acusou o argentino de racismo durante jogo válido pelos playoffs da Liga dos Campeões, na última terça-feira (17).
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou uma nota nas redes sociais em que afirma ter enviado cartas à Uefa e à Fifa, entidades máximas do futebol europeu e mundial, sobre o caso envolvendo Vini Jr.
Segundo o comunicado, o documento teve a assinatura de Samir Xaud, presidente da CBF, e cobrou as entidades pela responsabilização dos culpados. Vini acusou Prestianni de tê-lo chamado de ‘macaco’.
A CBF reforçou que espera o monitoramento da FIFA sobre o caso e que a UEFA adote todas as medidas necessárias para identificar e punir os culpados pelas injúrias raciais. CBF, em comunicado oficial
A CBF também disse que enviou um pedido formal à Uefa para que a entidade investigue o caso de maneira “minuciosa” e que “leve em consideração o testemunho da vítima e das pessoas presentes”. Kylian Mbappé, camisa 10 do Real Madrid e da seleção francesa, foi um dos que disse ter ouvido Prestianni insultar Vinicius “cinco vezes”.
A entidade brasileira, inclusive, agradeceu o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pela manifestação pública sobre o caso, além de elogiar mudanças em artigos do código disciplinar que “oferecem novos mecanismos e formas de combater e erradicar a discriminação do futebol”. A CBF também reforçou artigos do estatuto da Uefa.
Pontuou ainda o artigo 2 de seu estatuto, em que estabelece que um de seus objetivos é promover o futebol sem qualquer forma de discriminação, e o artigo 7bis, que reforça que seus filiados devem implementar medidas efetivas para coibir novas ofensas raciais, por meio de políticas de prevenção e punições severas. CBF, em comunicado oficial
Na terça-feira, após a partida entre Real Madrid e Benfica, a entidade já tinha saído em defesa de Vini nas redes sociais, afirmando que o brasileiro “não está sozinho” e que sua postura é “exemplo de coragem”.
LEIA A NOTA COMPLETA DA CBF
“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediu rigor de FIFA e UEFA na punição aos envolvidos no novo caso de racismo cometido contra Vinicius Jr. em cartas enviadas às entidades nesta quinta-feira (19). No documento, assinado pelo presidente Samir Xaud, a CBF reforçou que espera o monitoramento da FIFA sobre o caso e que a UEFA adote todas as medidas necessárias para identificar e punir os culpados pelas injúrias raciais.
À FIFA, a CBF agradeceu o público gesto de solidariedade de seu presidente, Gianni Infantino, e enalteceu as mudanças nos artigos 15 e 30 do código disciplinar da entidade, os quais oferecem novos mecanismos e formas de combater e erradicar a discriminação do futebol.
À UEFA, a CBF destacou que a instituição europeia tem sido uma das líderes no combate ao racismo e à discriminação, com políticas criadas para prevenir e punir condutas discriminatórias. Pontuou ainda o artigo 2 de seu estatuto, em que estabelece que um de seus objetivos é promover o futebol sem qualquer forma de discriminação, e o artigo 7bis, que reforça que seus filiados devem implementar medidas efetivas para coibir novas ofensas raciais, por meio de políticas de prevenção e punições severas.
A CBF também enviou um pedido formal à UEFA de uma investigação minuciosa sobre os atos cometidos contra Vinicius Jr. e que leve em consideração o testemunho da vítima e das pessoas presentes, para identificar e punir de maneira exemplar os envolvidos no episódio.
Sobre o caso:
Na partida contra o Benfica, na última terça-feira (17), no Estádio da Luz, em Lisboa, pela Liga dos Campeões da Europa, o atacante do Real Madrid e da Seleção Brasileira, após celebrar gol marcado, relatou ao árbitro François Letexier os atos cometidos por Gianluca Prestianni, jogador do time português. Além do brasileiro, as ofensas foram presenciadas por outros atletas do Real Madrid.
O árbitro ativou o protocolo antirracismo da FIFA, interrompendo momentaneamente o jogo e informando ao estádio. A ativação do protocolo desencadeou uma série de abusos racistas por alguns torcedores presentes, que ofenderam racialmente o brasileiro e reproduziram sons de macacos, como reportado por jornais europeus.”



