SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Márcio Carlomagno, ex-superintendente geral e CEO do São Paulo, recebeu cerca de R$ 500 mil referentes ao acordo de rescisão trabalhista com o clube. O pagamento foi feito à vista poucos dias após o comunicado oficial de sua saída, ocorrido em 21 de janeiro.
A nova diretoria chegou a propor o parcelamento do valor em quatro vezes, alegando questões de fluxo de caixa, mas Carlomagno afirmou que gostaria de receber a quantia integral de forma imediata, condição que acabou sendo atendida.
SÃO PAULO ESTIMA ECONOMIA MILIONÁRIA
Fontes ouvidas pela reportagem indicam que as recentes saídas de diretores, em decisões tomadas pelo presidente Harry Massis Júnior, representam uma economia aproximada de R$ 330 mil por mês aos cofres do São Paulo. Ao todo, o São Paulo estima economia de cerca de R$4 milhões até o final deste ano.
Procurado pela reportagem, Márcio Carlomagno afirmou que não irá se posicionar a respeito de sua saída.
CARLOMAGNO SEGUE NA POLÍTICA
Mesmo após deixar o São Paulo, Márcio Carlomagno continua atuando nos bastidores políticos do clube. Nos últimos dias, conforme apurou a reportagem, ele esteve reunido com Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, e com José Eduardo Martins, ex-diretor de comunicação, além de manter contato frequente com o ex-presidente Julio Casares.
Nos círculos políticos do clube, há uma ideia preliminar de que Olten Ayres possa se candidatar à presidência do São Paulo para o próximo triênio. Caso essa articulação avance, pessoas próximas avaliam que Carlomagno poderia voltar a ter participação ativa no clube.
QUEM É MÁRCIO CARLOMAGNO?
Com mais de 20 anos de atuação no São Paulo, Márcio Carlomagno iniciou sua trajetória no clube em dezembro de 2004, quando assumiu o cargo de assessor do futebol social. Ao longo dos anos, ocupou diferentes funções estratégicas, como diretor adjunto de estádio, diretor de planejamento e desenvolvimento e assessor especial da presidência.
Além das funções executivas, também teve participação política no clube, tendo sido conselheiro eleito. Em janeiro de 2024, foi nomeado superintendente geral, cargo com amplas atribuições administrativas e que o colocou entre os principais nomes da gestão de Julio Casares. Posteriormente, passou a ser tratado internamente como CEO.



