SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O avião da Latam que abortou a decolagem em alta velocidade na noite de domingo, no aeroporto de Guarulhos, teve superaquecimento do motor. A conclusão foi do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
Voo LA8146 tinha como destino a cidade de Lisboa, em Portugal. O trem de pouso da aeronave já havia sido retirado do chão, quando o piloto abortou a decolagem. O caso foi registrado pelo Cenipa como incidente aeronáutico.
Relatório aponta superaquecimento do motor. Conforme o órgão responsável por investigar acidentes aéreos, durante decolagem, a aeronave apresentou indicação de temperatura acima do limite no motor. Após a falha, os procedimentos previstos para este tipo de problema foram executados e a decolagem foi abortada.
Investigação foi concluída. Em nota, o Cenipa afirma que os dados relativos a esse evento foram coletados e, após análise técnica realizada pelos investigadores, a ocorrência foi classificada como um incidente aeronáutico e será tratada de acordo a Convenção sobre Aviação Civil Internacional, que estabelece os protocolos para a gestão da segurança operacional.
A Latam informou que colabora na investigação. A empresa afirmou, em nota, que “a segurança é um valor inegociável e que todas as suas operações seguem rigorosamente os mais elevados padrões técnicos e regulatórios.”
RELEMBRE O CASO
O piloto do Boeing afirmou que abortou a decolagem por parâmetros internos, segundo uma conversa da torre de controle. O incidente ocorreu no período noturno.
Ninguém ficou ferido. Imagens que circulam nas redes sociais mostraram fumaça saindo dos pneus do avião.
O incidente aconteceu no mesmo dia em que o aeroporto interrompeu a operação de pousos e decolagens por três horas. Isso ocorreu devido à presença de drones no entorno em uma área proibida, levando à paralisação temporária das operações e cancelamento de voos. A Agência Nacional de Aviação Civil informou que 32 voos foram alternados -direcionados para outros aeroportos- e oito foram cancelados.
Paralisação seguiu protocolo de segurança internacional. No Brasil, a legislação proíbe o uso de drones em áreas de aproximação e decolagem de aeroportos sem autorização prévia das autoridades.



