SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico que matou a corretora Daiane Alves, foi solto nesta quinta-feira (19), segundo informou a defesa dele em contato com a reportagem. Ele havia sido preso sob suspeita de ajudar o pai a ocultar provas.

Soltura ocorreu a pedido da Polícia Civil. O pai dele, Cléber Rosa de Oliveira, confessou o crime à polícia. Os investigadores descartaram a participação do rapaz no assassinato ocorrido em janeiro.

Defesa comemora decisão. Em nota enviada à reportagem, os advogados disseram que a determinação veio após provas apresentadas mostrarem que Oliveira não participou do assassinato da corretora.

A soltura de Maicon se deu por determinação da autoridade policial responsável pelo inquérito policial, após a defesa apresentar diversas provas (testemunhais e documentais), as quais demonstraram, de forma incontestável, a inocência de Maicon, isentando-o de qualquer participação nos fatos apurados. Defesa de Maicon Douglas de Oliveira

Maicon foi preso no dia 28 de janeiro. Ele teria auxiliado o pai a comprar um novo celular e colocado no nome de Cleber que, em depoimento à polícia, isentou seu filho de participação no crime.

Policiais acreditavam que outra pessoa, além de Cleber, poderia ter participado devido à agilidade no assassinato. No desenrolar das evidências, no entanto, ficou concluído que o homem premeditou e executou a morte dela sozinho.

Defesa de Maicon já havia afirmado que ele não possuía qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão. Os defensores sustentaram que a autoria do crime já foi confessada exclusivamente por seu genitor e que agora aguardam a prisão ser revertida.

RELEMBRE O CASO

Corretora foi morta quando tentava religar a luz do seu apartamento. Segundo a investigação, o síndico abordou Daiane no subsolo do prédio, enquanto a vítima filmava os relógios de energia. Cléber disse à polícia que houve um atrito, mas ficou em silêncio quando questionado sobre como ela foi morta.

O síndico teria colocado o corpo dela na caçamba de um carro e abandonado o corpo. A polícia detalhou que síndico já havia desligado a energia do apartamento da vítima em outras ocasiões.

Havia apenas dez câmeras de monitoramento no prédio. Nenhuma delas estava instalada nos acessos por escada, por onde Cléber teria transitado. O local onde Daiane foi morta, no subsolo, também é considerado um ponto cego.