SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Alunos do 6º ao 9º ano de uma escola estadual da zona oeste de São Paulo voltaram às aulas e encontraram o local sem energia elétrica. Para resolver o problema, a unidade tem funcionado com uma ligação improvisada feita a partir da escola vizinha.
A Escola de Ensino Integral Ayres de Moura está sem fornecimento regular de energia desde 21 de dezembro. Os pais foram avisados na última sexta (13) que o problema aconteceu devido ao furto de cabos elétricos. De acordo com relatos, toda a estrutura de fios foi levada, o que gerou um prejuízo de R$ 200 mil.
A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que o transformador e parte da infraestrutura elétrica da unidade foram danificados em decorrência do furto.
Segundo a Secretaria estadual de Educação, a previsão é que os reparos durem 60 dias. Enquanto a situação não é resolvida, a pasta disse que alugou um gerador, que opera em condições consideradas seguras, com acompanhamento técnico permanente.
A Enel afirmou que aguarda o conserto para realizar o restabelecimento definitivo da energia e que está em contato com o cliente para orientar sobre as providências necessárias. Apesar da situação, desde o início do ano letivo, em 2 de fevereiro, as atividades ocorrem normalmente, todos os dias, das 7h30 às 16h30, em período integral.
Desde o início do ano letivo, em 2 de fevereiro, as atividades ocorrem normalmente, todos os dias, das 7h30 às 16h30, em período integral. A unidade atende estudantes de 11 a 14 anos. Apenas nos dias destinados ao planejamento escolar não houve aula regular.
Apesar do funcionamento regular das aulas, a falta de energia causou mudanças na escola. Uma fita zebrada corta parte da área interna como forma de isolamento para os cabos provisórios. A fiação atravessa o muro da unidade e segue em direção à EE Pio Telles, escola vizinha, de onde estaria sendo puxada uma fase de energia para permitir o funcionamento mínimo das atividades.
O trajeto dos cabos é visível. Um deles parte de um quadro de energia localizado ao lado do banheiro, no primeiro corredor. A partir desse ponto, a fiação se divide em dois sentidos. Um trecho segue até o muro que faz divisa com a escola vizinha. Outro percorre o chão, passa em frente a um palco instalado no pátio e alcança um segundo quadro de energia. A estrutura funciona atualmente com apenas uma fase elétrica.
Com a limitação no fornecimento, parte da infraestrutura da escola permanece comprometida. Salas de aula operam sem ventiladores, projetores, televisores e outros equipamentos que dependem de maior carga elétrica. Em meio às altas temperaturas, a ausência de ventilação artificial afeta a rotina diária de alunos e professores.
A restrição também atinge atividades pedagógicas. Existem dificuldades para utilizar recursos digitais e para cumprir tarefas que exigem conexão à internet. A escola está sem wi-fi.
A rotina dos servidores também foi impactada. Sem energia regular, geladeiras e micro-ondas não podem ser utilizados para armazenamento e aquecimento de alimentos durante o período integral. Como alternativa, foi contratado um gerador para suprir parte da demanda energética. Segundo relatos, o equipamento chegou na semana passada. O custo informado é de R$ 2.500 por diária, valor que estaria sendo pago pela própria unidade.
A Secretaria de Educação afirmou que a direção da escola registrou boletim de ocorrência e solicitou reforço no patrulhamento policial no entorno da unidade.



