SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O marido da secretária do Trabalho dos Estados Unidos, Lori Chavez-DeRemer, foi proibido de entrar na sede do departamento, equivalente ao Ministério do Trabalho. Ele é acusado por pelo menos duas funcionárias de assédio sexual. As informações são do The New York Times, que afirmou ter tido acesso a um Boletim de Ocorrência.

De acordo com o jornal, as mulheres disseram que Shawn DeRemer as tocou de forma inadequada no prédio do Departamento do Trabalho. Um dos incidentes teria sido registrado pelas câmeras de segurança do escritório.

O vídeo, de 18 de dezembro, mostraria o marido da secretária dando um abraço prolongado em uma das funcionárias. Em janeiro, os relatos sobre Shawn DeRemer, 57, foram analisados como parte de uma investigação interna conduzida pelo inspetor-geral do departamento sobre suposta má conduta de Chavez-DeRemer e sua equipe sênior, disse uma das fontes.

Em 24 de janeiro, o Departamento de Polícia Metropolitana de Washington registrou um Boletim de Ocorrência sobre contato sexual forçado em dezembro no Departamento do Trabalho, de acordo com o New York Times.

Depois que as mulheres descreveram os incidentes aos investigadores, o DeRemer foi proibido de entrar nas dependências do Departamento do Trabalho. O jornal afirma ter tido acesso a um aviso de restrição de acesso que diz que se ele tentar entrar, deve ser “solicitado a se retirar”.

Shawn DeRemer, que é médico anestesiologista, visitava frequentemente o escritório de sua esposa. Ele não respondeu a um pedido de comentário feito pela publicação americana. Uma porta-voz do Departamento do Trabalho também não respondeu, e um advogado que representa a secretária do Trabalho, Chavez-DeRemer, se recusou a comentar.

O crescente escândalo de má conduta no Departamento do Trabalho forçou vários assessores e membros da equipe de segurança do círculo íntimo de Chávez-DeRemer a entrarem em licença administrativa e investigativa.

Há uma investigação em curso sobre se Chávez-DeRemer estaria tendo um relacionamento sexual inadequado com um subordinado — um membro de sua equipe de segurança — e abusando de seu cargo ao levar funcionários a casas de strip-tease, consumir álcool durante o trabalho e fazer viagens pessoais com dinheiro da pasta. Seu advogado negou as alegações.

O presidente americano, Donald Trump, confirmou Chávez-DeRemer como secretária do Trabalho em março de 2025. Antes disso, ela era congressista republicana pelo estado de Oregon, mas perdeu o posto na eleição de 2024.