SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Uefa, entidade máxima do futebol europeu, não entrará no caminho da Fifa na proposta de um Mundial com 48 clubes. O objetivo da Fifa é que a expansão aconteça já em 2029, quando a competição será realizada pela 2ª vez.
Sinal de aproximação entre os presidentes das entidades. Segundo o jornal britânico The Guardian, o apoio à proposta de expansão da Copa do Mundo de Clubes seria um indicativo de que a relação entre Gianni Infantino, da Fifa, e Aleksander Ceferin, da Uefa, estaria mais próxima.
A reaproximação entre Infantino e Ceferin vem após o presidente da Uefa ter deixado um Congresso da Fifa no Paraguai, em maio do ano passado, em protesto ao atraso do dirigente máximo da Fifa.
Infantino retornava de uma viagem diplomática ao Oriente Médio, onde esteve com Donald Trump, presidente dos EUA. Eles se encontraram com líderes locais na Arábia Saudita e no Qatar. Outros delegados que representavam entidades do futebol europeu também participaram do protesto de Ceferin, inclusive a presidente da Federação Inglesa (FA), Debbie Hewitt.
A Uefa teve resistência inicial à ideia de 48 clubes no Mundial de 2029 com o medo de que a competição ameaçasse o status da Liga dos Campeões. No entanto, agora a entidade se mostra mais flexível, desde que o torneio não passe a acontecer de dois em dois anos.
O Mundial a cada biênio foi uma proposta do Real Madrid, mas esbarrou na oposição da Uefa e das ligas de futebol europeias.
A expansão do número de clubes, inclusive, foi vista como um fator menos ‘disruptivo’ ao calendário europeu do que o aumento da periodicidade, segundo o jornal.
Clubes europeus ganhariam 4 vagas no torneio. Em 2025, foram 12 clubes, com o Chelsea, da Inglaterra, sagrando-se campeão ao derrotar o PSG na grande final, nos Estados Unidos



