Da Redação

Um estudo recente realizado pela empresa de tecnologia imobiliária Loft revelou quais são os bairros da capital goiana em que a taxa de condomínio pesa mais no orçamento de quem vive em prédios residenciais — e a lista traz áreas que combinam imóveis espaçosos e alto padrão construtivo.

A análise considerou aproximadamente 4,3 mil anúncios ativos em plataformas digitais em janeiro de 2026 e comparou os valores médios de condomínio com os registrados no mesmo mês de 2025. Só foram incluídos bairros com ao menos 100 ofertas de imóveis no período.

No topo do ranking está o Setor Oeste, onde a taxa média mensal é de R$ 900, mesmo com redução de cerca de 10 % em relação ao ano anterior. Os apartamentos nessa região têm, em média, 159 m² e valor de mercado próximo de R$ 1,3 milhão.

Logo atrás aparece o Setor Marista, bairro tradicionalmente valorizado e com condomínio médio de R$ 890, apesar de um aumento de cerca de 11 % nos últimos 12 meses. Lá, o valor médio dos imóveis ultrapassa R$ 1,9 milhão e a metragem gira em torno de 161 m².

Em terceiro lugar está o Jardim Goiás, com taxa comum de R$ 800, que também registrou alta de cerca de 14 % no último ano. Nessa região, os apartamentos têm tamanho médio de 128 m² e preço próximo de R$ 1,25 milhão.

Na sequência do top cinco vêm o Setor Bueno — com condomínio médio de R$ 720 — e o Setor Bela Vista, onde a taxa chega a R$ 690 e foi a que mais cresceu entre os bairros analisados em comparação com janeiro de 2025.

Especialistas apontam que o valor do condomínio está diretamente ligado à infraestrutura dos prédios, ao nível de serviços oferecidos (como segurança, áreas de lazer e serviços de portaria) e ao padrão dos imóveis, que, em áreas mais valorizadas da cidade, tendem a concentrar empreendimentos maiores e mais completos.