Da Redação
Um tribunal em Seul, capital da Coreia do Sul, condenou o ex-presidente Yoon Suk-yeol à prisão perpétua nesta quinta-feira (19), após considerá-lo responsável por liderar uma insurreição ao decretar lei marcial no fim de 2024.
Os juízes do Tribunal Distrital Central concluíram que Yoon, de 65 anos, ultrapassou seus poderes ao mobilizar tropas militares e policiais em 3 de dezembro de 2024, numa tentativa de cercar e paralisar o Parlamento, cuja maioria era de partidos de oposição, e deter legisladores — ações qualificadas como rebelião.
Apesar de o decreto ter durado apenas cerca de seis horas antes de ser revogado pelos próprios parlamentares que conseguiram acesso à Assembleia Nacional, a Corte entendeu que a manobra representou ameaça à ordem constitucional. Procuradores haviam pedido a pena de morte, mas a sentença final foi de prisão vitalícia devido à ausência de vítimas fatais no episódio.
Yoon foi afastado do cargo em dezembro de 2024 após ser impeached pelo Legislativo e formalmente destituído pelo Tribunal Constitucional em abril de 2025. Desde julho daquele ano o ex-chefe de Estado está preso enquanto responde a vários processos.
Além dele, diversos ex-oficiais — incluindo o ex-ministro da Defesa — também receberam penas significativas por seu envolvimento na declaração da lei marcial e na tentativa de sustentar o decreto. A defesa de Yoon já anunciou que pretende recorrer da decisão.






