SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Mais de 20 voos que viajariam entre Buenos Aires, na Argentina, e cidades brasileiras foram cancelados na manhã desta quinta-feira (19) por causa de uma greve geral no país vizinho.

Funcionários da empresa responsável pelos serviços de rampa de todos os aeroportos da Argentina aderiram à greve. Os funcionários da Intercargo são membros do sindicato que aderiu ao chamado de paralisação da Confederação Geral do Trabalho da Argentina.

Na manhã desta quinta-feira, sete voos que sairiam do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para a Argentina e outros sete que fariam o sentido oposto foram cancelados. As informações constam no painel de voos do aeroporto.

Outras cidades do Brasil também tiveram cancelamentos de voos, como Porto Alegre e Florianópolis. Na capital catarinense, 11 voos para Buenos Aires foram cancelados até as 8h30. Na capital gaúcha, por sua vez, ao menos uma chegada e uma partida para o país vizinho foi cancelada. Em Brasília, uma chegada foi cancelada, segundo o painel do aeroporto.

Companhias aéreas orientam passageiros impactados a entrarem em contato para remarcar os voos. A Latam e a Gol afirmaram que o reembolso ou a remarcação pode ser feita pela central de relacionamento com o cliente. O ideal é que cada passageiro consulte a situação do voo no seu e-mail e no seu aplicativo antes de ir até o aeroporto.

Além de Buenos Aires, voos com destino a outras cidades também foram cancelados. O Brasil também tem voos diretos para as cidades de Córdoba, Mendoza e Rosário.

Portos também são afetados pela greve. Trabalhadores do setor marítimo também cruzaram os braços em apoio à paralisação sindical desta quinta-feira.

Dentro da Argentina, 255 voos foram cancelados. Mais de 30 mil passageiros foram afetados, segundo a Aerolíneas.

GREVE GERAL CONTRA REFORMA TRABALHISTA

Trabalhadores fazem greve geral no país vizinho contra reforma trabalhista proposta pelo governo Milei. O projeto vai ser votado pela Câmara dos Deputados do país nesta sexta-feira (20), após ser aprovado pelo Senado.

Expectativa é de que a paralisação dure 24 horas. Ela começou à 0h01 desta quinta-feira e vai até as 23h59.

Reforma trabalhista prevê dezenas de alterações no texto original, que é datado da década de 1970. Uma das mudanças mais drásticas classifica uma série de setores como serviços essenciais, impedindo o direito de greve geral. A mudança também flexibiliza a forma como empresas pagam indenizações de demissão aos seus funcionários, permitindo o parcelamento.

O governo garante que as mudanças ajudarão a reduzir a informalidade. nesta quinta-feira (19), mais de 40% do mercado de trabalho está em situação informal. Além disso, a reforma deve, segundo o governo, a criar empregos diminuindo a carga tributária para os empregadores.