BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça disse, em vídeo publicado nas suas redes sociais, que parte dos lucros da empresa da qual sua família é sócia, o Instituto Iter, irá para o dízimo da igreja. O restante será destinado para obras sociais.

O instituto comercializa cursos do ministro e é especializado em conteúdos jurídicos. O jornal O Estado de S. Paulo noticiou em 2025 que a empresa faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de um ano.

O ministro foi sorteado na quinta-feira (12) para a relatoria do caso do Banco Master, após uma reunião com todos os ministros do Supremo na qual ficou acertado que Dias Toffoli deixaria a relatoria dos inquéritos.

Na ocasião, a imagem de Toffoli já estava desgastada pela revelação de que a Polícia Federal apresentou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório com conversas apreendidas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, que mencionam Toffoli.

Toffoli confirmou que recebeu dinheiro da Maridt, uma empresa familiar que vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 para um fundo da teia do banqueiro Daniel Vorcaro.

Como mostrou levantamento da Folha de S.Paulo, nove ministros do Supremo e 12 parentes diretos são sócios de pelo menos 31 empresas. Treze são escritórios de advocacia ou institutos de direito, e seis atuam com gestão, compra, venda e aluguel de imóveis próprios.

O total de empresas pode ser maior, já que sócios ocultos podem ser omitidos de registros públicos.

Além de ser ministro, Mendonça atua como pastor adjunto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.