SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Civil investiga o assassinato de uma mulher de 27 anos morta após uma discussão em frente à residência onde morava, em Diadema, na Grande São Paulo, na noite de terça-feira (17). O principal suspeito é o ex-companheiro dela, Bruno de Oliveira Zani, que fugiu após o crime. A reportagem não localizou a defesa de Zani.
Segundo familiares da vítima, Zani chegou à residência, na rua Universal, no bairro Núcleo Habitacional Nova Conquista, embriagado e exigiu levar o filho do casal, de 2 anos, para passar à noite com ele.
A família se recusou a entregar o garoto, alegando o horário tardio depois das 23h e o estado em que o homem se encontrava, e orientou Zani a retornar no dia seguinte para buscar a criança.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem ficou nervoso com a decisão da família e disse que levaria o filho. Em seguida, forçou a entrada no imóvel ao levantar o portão da garagem. Ele estava armado com uma pistola.
Já dentro da casa, atirou contra uma motocicleta da família e, na sequência, disparou contra a ex-esposa, identificada como Mariane, atingida no abdome. A mãe dela, que estava ao lado da filha, foi baleada no lado esquerdo do rosto. Depois dos tiros, Zani entrou em um Honda Fit e fugiu, segundo o registro policial.
Mãe e filha foram levadas ao Hospital Municipal de Diadema, onde Mariane morreu. A mãe ficou internada.
Policiais civis encontraram e apreenderam duas cápsulas de calibre 9 mm no local. O veículo de Zani foi localizado abandonado. Um familiar de Mariane fez o reconhecimento fotográfico do suspeito em uma delegacia.
A Polícia Civil também investiga se Zani possui registro como CAC, sigla para colecionador de armas, atirador desportivo ou caçador.
O caso foi registrado como feminicídio tentado e consumado no 3° DP de Diadema.
FEMINICÍDIOS
O estado de São Paulo registrou aumento de 8,1% nos registros de feminicídio em 2025, atingindo o maior número da série histórica para esse tipo de crime iniciada em 2018. Foram 266 casos de mulheres assassinadas em razão do gênero, contra 246 em 2024, segundo dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública).
No último mês do ano, o estado registrou 36 casos, 12 a mais do que no mesmo mês de 2024.
A cidade de São Paulo também observou alta nesse tipo de crime. Ao longo de 2025, foram 60 casos, aumento de 22,4% em relação aos 49 de 2024. Em dezembro passado, houve quatro registros, um a mais do que no mesmo mês do ano anterior.
A SSP diz que o enfrentamento à violência contra a mulher é “prioridade do Governo de São Paulo, que estruturou uma política integrada e permanente para prevenção, proteção e resposta rápida às vítimas”.



