SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O cantor Bad Bunny fará sua estreia como protagonista no cinema. Ele será a estrela do drama histórico “Porto Rico”. O longa será dirigido pelo rapper porto-riquenho René Pérez Joglar -conhecido pelo nome artístico Residente-, que também debuta na direção de um longa-metragem com a produção.
Coescrito entre Pérez Joglar e o roteirista Alexander Dinelaris (vencedor do Oscar por “Birdman” e “O Regresso”), o longa promete ser um “faroeste épico caribenho” com uma “narrativa envolvente inspirada em fatos reais” sobre as origens de Porto Rico.
O projeto, que está em desenvolvimento desde 2023, ainda não tem uma sinopse oficial divulgada. O que se sabe, entretanto, é que a trama se baseou na vida do revolucionário porto-riquenho José Maldonado Románán, conhecido como “Águila Blanca”, que lutou contra os colonizadores espanhóis na ilha e liderou levantes contra as autoridades.
O filme ainda conta com um elenco composto por Edward Norton (“O Clube da Luta” e “A Outra História Americana”), Javier Bardem ( “Onde os Fracos Não Têm Vez”) e Viggo Mortensen (trilogia “O Senhor dos Anéis” e “Green Book: o Guia”). A produção executiva do longa ficará a cargo de Alejandro González Iñárritu, diretor de “Birdman” e “O Regresso”.
“Desde criança, sonho em fazer um filme sobre o meu país. A verdadeira história de Porto Rico sempre foi envolta em controvérsia”, disse Pérez Joglar. “Este filme é uma reafirmação de quem somos, contada com a intensidade e a honestidade que a nossa história merece.”
Bad Bunny já conhece Hollywood. Sua grande estreia foi no thriller “Trem-bala” (2022) ao lado de Brad Pitt e Sandra Bullock. No longa, ele interpreta um assassino de aluguel. Ele também já interpretou um gângster porto-riquenho no filme “Ladrões” (2025), além de ter contracenado com Adam Sandler na comédia da Netflix, “Um Maluco no Golfe 2” (2025).
“Este filme se encaixa em uma tradição de filmes que amamos profundamente, de ‘O Poderoso Chefão’ a ‘Gangues de Nova York’, que nos emocionam com drama visceral e personagens e épocas icônicas, ao mesmo tempo que nos forçam a encarar a história sombria por trás da narrativa americana de idealismo”, disse Norton.
“Todos sabem o quão poeta da linguagem e do ritmo René é. Agora, verão também o quão visionário visual ele é. E juntar ele e Bad Bunny para contar a verdadeira história das raízes de Porto Rico será como uma chama encontrando a dinamite que estava esperando por ela”, complementou Norton.



