SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – Depois dos seis dias de festa da programação oficial, Salvador encerra seu Carnaval nesta quarta-feira (18) com o Arrastão, desfile de trios elétricos em ritmo mais acelerado no circuito Barra-Ondina.
O desfile foi criado nos anos 1990 pelo cantor e compositor Carlinhos Brown, como uma forma de garantir um dia de festa para aqueles que trabalham durante o Carnaval.
Por acontecer na Quarta-feira de Cinzas, dia que dá início à quaresma, o desfile teve oposição da Igreja Católica nas suas primeiras edições.
Em 1996, o então cardeal-primaz do Brasil, dom Lucas Moreira Neves tentou acabar com a folia na quaresma, mas não teve sucesso. O período de 40 dias entre a Quarta-feira de Cinzas e a Quinta-feira Santa é dedicado ao resguardo e reflexão.
Nesta quarta, o desfile foi aberto com o padê, ritual do Candomblé que pede licença para Exu, o orixá da rua. Carlinhos Brown iniciou o desfile a pé, cantando a música “Ashansu”, acompanhado de uma multidão de foliões.
Além de Brown, também desfilam em seus trios elétricos os cantores de pagode Leo Santana, Tony Salles, além do sertanejo Danniel Vieira.
O desfile será encerrado com a apresentação do Fantasmão, uma das principais bandas do pagode baiano dos anos 2000, conhecida pela influência do hip hop e letras com crítica social. O Fantasmão voltou à ativa em 2025 liderado pelo cantor Ed City.
Salvador terminou a programação oficial do Carnaval nesta terça-feira (17) após seis dias de festa, e um saldo que incluiu atrasos nos desfiles, trios elétricos quebrados e ruas lotadas de foliões.
Centenas de trios elétricos desfilaram nos circuitos Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Centro Histórico), que reuniram cerca de 9 milhões de pessoas nos seis dias, segundo dados do sistema de reconhecimento facial da Secretaria de Segurança Pública.
Mesmo com as ruas cheias e problemas na organização, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) descartou a criação de um novo circuito para o Carnaval em sua gestão, que vai até 2028.



