SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As esquiadoras brasileiras Bruna Moura e Eduarda Ribera terminaram a participação nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina com a 21ª colocação na disputa feminina por equipes do sprint no esqui cross-country, no Tesero Cross-Country Skiing Stadium.
Com o resultado, a dupla ficou fora da final, para a qual avançaram apenas as 15 melhores classificadas.
Foi o melhor desempenho do país na prova. Na participação anterior, em Pequim-2022, a dupla formada por Eduarda Ribera e Jaqueline Mourão terminou na 23ª posição.
“A 21ª é uma excelente colocação, a melhor que o Brasil já teve em revezamento. É difícil, mas é gostoso. Feliz de termos feito um bom tempo na prova”, declarou Bruna Moura após a competição.
A dupla brasileira completou o percurso com o tempo combinado de 7min37s26, a 22s95 da zona de classificação.
“Estou muito feliz de mais uma vez representar o Brasil nos Jogos Olímpicos e pela prova de hoje, foi a melhor do Brasil em dupla”, afirmou Eduarda.
As duas haviam feito sua estreia em Milão-Cortina no dia 10, na fase classificatória do sprint livre do esqui cross-country. Eduarda Ribera chegou na 73ª posição, enquanto Bruna Moura terminou em 76º lugar apenas as 30 mais rápidas avançavam às finais.
Elas voltaram a competir no dia 12, nos 10 km do esqui cross-country. Bruna foi a 99ª colocada; Eduarda teve problemas durante o percurso e não completou.
ALICE PADILHA NÃO COMPLETA DESCIDA NO SLALOM
Atleta mais jovem da delegação brasileira, Alice Padilha, de apenas 18 anos, foi eliminada na primeira descida na prova do slalom feminino do esqui alpino também realizada nesta quarta-feira, em Cortina DAmpezzo.
Alice cometeu uma falha na quarta porta que a tirou do traçado, forçando a atleta a abandonar a disputa, sem voltar para a segunda volta.
A última vez em que uma mulher do Brasil havia participado da prova havia sido em Sochi-2014, com Maya Harrisson.
“Honestamente, a experiência de estar aqui foi incrível. Poder treinar com as atletas de alto nível e ver o que elas estão fazendo e o que eu estou fazendo. E aí comparar e entender o que eu não tenho para chegar a esse nível. Eu acho que foi uma ótima oportunidade de aprendizagem”, afirmou Alice.
“Acho que tem muito aprendizado que posso tirar daqui fisicamente e mentalmente. Olhar para frente e ser mais intuitiva”, acrescentou a esquiadora.



