RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Paraíso do Tuiuti abriu o último dia de desfile com a apresentação do enredo religioso “Lonã Ifá Lukumi”, que abordou a tradição iorubá em Cuba.

A escola contou a história do culto de Ifá, propagado em Cuba e que tem semelhanças com o candomblé no Brasil.

Como acontece nos últimos anos, Mayara Lima, rainha de bateria, deu show na avenida com a dança perfeitamente sincronizada ao som dos ritmistas.

Ela usou fantasia que representou os ikins do Orunmilá, sementes sagradas fundamentais no sistema divinatório de Ifá.

“São elas que, nas mãos do Babalaô, revelam os Odus e ajudam a interpretar o destino”, ela explicou.

Ex-passista da escola, disse que acreditou na cultura brasileira para construir a sua trajetória de sucesso no samba.

O compositor, cantor, escritor e pesquisador Nei Lopes foi um dos destaques do desfile da Tuiuti. O livro “Ifá Lucumi – O Resgate da Tradição”, escrito por ele, inspirou o enredo.

Outro destaque foram os integrantes da velha-guarda, que representaram Babalaôs e carregaram bandeirolas de Cuba durante o percurso.

Equipe de apoio da agremiação precisaram fazer um mutirão para finalizar alegorias a uma hora do desfile. Eles trabalharam em detalhes da iluminação, colagem de elementos nos carros e também ajudaram os destaques a subirem nos carros alegóricos.