RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Coautor do samba-enredo do Paraíso do Tuiuti, um dos mais elogiados do Carnaval, o historiador Luiz Antonio Simas afirma que as escolas de samba do Rio de Janeiro vivem boa fase de obras e atribui a isso a qualidade dos enredos.
“Eu parto do pressuposto de que um bom samba é resultado de bom enredo. Costumo falar que bom enredo nem sempre dá bom samba. Mas o mal enredo é muito mais difícil. Temos tido nos últimos dez anos enredos com pegada cultural, ampliando o papel pedagógico da escolas de samba”, afirma Simas.
O enredo do Tuiuti conta a história do culto de ifá, propagado em Cuba e que guarda semelhanças com os cultos de candomblé praticados no Brasil.
Também participaram a composição Claudio Russo e Gustavo Clarão, alguns dos compositores mais vitoriosos do Carnaval moderno. Foi Russo quem convidou Simas para a parceria.
Ano passado Simas assinou o samba da Unidos da Tijuca, em enredo sobre o orixá Logun Edé.
“Em geral gosto de fazer samba para temas que guardam relação com meu interesse. Sou compositor de samba enredo macumbado.”



