RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Foi um desfile de moda, no mais do carnavalesco sentido: cem mil foliões, segundo a organização, compareceram ao desfile da Orquestra Voadora desfila, no Aterro do Flamengo, na tarde desta terça-feira (17). O forte deste momento glorioso do carnaval de rua carioca não é apenas a junção de tantos músicos bons formando uma orquestra de peso, mas as mais estilosas fantasias que passam ao largo do cartão-postal.

Em sua 17ª edição, a Voadora investiu na inclusão: “Cabe todo mundo no mundo”, com direito a audiodescrição do desfile.

Uma das organizadoras, Renata Rodrigues diz que o objetivo é mostrar que as pessoas podem estar nesses espaços, como quaisquer outras. “Essas tentativas de inclusão acabam estigmatizando.”

E pelo lado da diversidade, também teve famílias com bebês, jovens sarados sobre pernas de pau e muita, mas muita azaração.

Moderna, inovadora, colorida, a Orquestra Voadora é referência em samba, pop, funk, maracatu e afrobeat com performances circenses.

“Funciona como a antítese da guerra, unindo diferentes identidades e ancestralidades em um coro potente que celebra a existência mútua”, arrisca uma definição à altura do bloco, Patrick Jordão, que junto com amigos homenageou o bloco Cacique de Ramos, espécie de paraninfo da folia que toma conta das ruas do Rio até a quarta-feira de cinzas.