RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O segundo dia de desfile da Banda de Ipanema é mais musical do que carnavalesco. Como se fosse uma homenagem da cidade a esta banda de altíssima qualidade que conta com três maestros profissionais. São eles, ilustres homens –a maioria com mais de 60, como a agremiação– que guiaram centenas de foliões de todas as idades com marcha rancho, marchinhas, sambas, samba-canção, samba enredo, samba de terreiro, bossa nova, coco, maxixe, valsa, suíte, frevo e tudo o que mais couber.

“A variedade de estilos é absolutamente original”, conta uma argentina que sempre repete o repertório e sai na banda, fundada em 1965.

Se no primeiro inaugural, os músicos saíram de terno e gravata mas tocando instrumentos quebrados, hoje eles formam um leque colorido de cores nas camisas do bloco, além de adereços que vão de boné, chapéu Panamá e óculos estiloso de brechó.

“Gosto de tocar cuíca, uma paixão, assim, desde a primeira vez que eu fui chamado, convidado pelo Maestro Freitas. E de lá pra cá me apaixonei e criei essa família, com todo mundo. Eu tenho o prazer de estar sempre aqui, todo ano”, conta o veterano Alex Fernandes.

“Eu venho à banda desde os 15 anos, estou fazendo 56 essa semana. Isso é maravilhoso. A gente acompanha todo ano e é uma beleza que você relembra músicas antigas, que marcaram o nosso carnaval. Sem a banda de Ipanema, não há carnaval no Rio”, declara Renata Cordeiro.

E segue o baile pela orla onde o mundo inteiro viu uma menina num doce balanço a caminho do mar.