RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O Simpatia É Quase Amor desfila em Ipanema desde 1985, sob o contexto da ditadura. Portanto, é um bloco de carnaval que serpentina engajamento.
Foi do asfalto bem cuidado do Leblon à parte mais antiga ainda de pedra no chão ano de fundação, no contexto das Diretas Já. E apareceu folião de diferentes gerações no cortejo marcado por marchinhas e sambas e fantasias nos tons amarelo e lilás uma marca da agremiação, cores inspiradas em um famoso remédio usado para evitar ressaca, bem pertinho da praia.
“Muito cheio como não vejo há anos”, contou um folião, que percorreu outros blocos antes de chegar a este, cujo nome foi inspirado em uma crônica de Aldir Blanc (1946-2020), que se tornou o patrono do bloco. “Tem um perfil diferente até nos sambas, mais atuais, público mais jovem.”
Um sacode na burguesia carioca, o grito de guerra “Alô burguesia de Ipanema” deu partida ao um desfile em homenagem aos povos originários e em defesa da diversidade e da democracia. O clima é de muitos turistas estrangeiros e de outros estados, seja pela localização, seja pela fama do desfile como um dos mais tradicionais e engajados do carnaval carioca.



