SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – O afoxé Filhos de Gandhy, formado apenas por associados homens, aderiu à campanha contra o assédio, o feminicídio e a violência contra a mulher.
O presidente do afoxé, Gilsonei Oliveira, reiterou o discurso que tem feito nos últimos anos, condenando a cultura carnavalesca de trocar os colares do bloco por beijos.
“Não existe colar por beijo. Isso é assédio”, afirmou.
As guias azuis e brancas usadas pelos associados do afoxé representam os orixás Oxalá e Ogum.
Representantes da Justiça e do Ministério Público discursaram em cima do trio, condenando a violência contra a mulher e pregando uma cultura de paz.
O Filhos de Gandhy é o principal afoxé do Brasil e leva para a avenida os rituais, as roupas, os adereços, as danças e os cânticos do Candomblé.
O afoxé surgiu em 1949 a partir de um grupo de estivadores do cais do porto de Salvador, que criaram o bloco em homenagem ao líder pacifista indiano Mahatma Gandhi.



