SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Atletas canadenses e suecos do curling discutiram durante a primeira fase do torneio masculino por equipes nos Jogos Olímpicos de Inverno. O motivo é inusitado: uma acusação de “toque duplo” na pedra durante o lançamento.
Suécia e Canadá se enfrentaram em partida quente na última sexta-feira (13). Os suecos começaram a acusar os canadenses de “toque duplo”, que seria empurrar a pedra novamente após soltá-la pela primeira vez.
No curling, os atletas tem que soltar completamente o cabo de condução antes da linha verde. Há um sensor no cabo, mas a acusação dos suecos é outra: Mark Kennedy, do Canadá, teria empurrado a pedra com o dedo.
Em certo ponto do confronto, Kennedy e Oskar Eriksson, da Suécia, passaram a discutir de maneira mais acalorada. O canadense chegou a xingar o sueco, que dizia que poderia mostrar um vídeo como prova da trapaça.
Após a partida, que terminou com vitória do Canadá por 8 a 6, um vídeo viralizou do canadense empurrando a pedra com o dedo indicador. Kennedy negou as acusações.
“Eu não gosto de ser acusado de trapaça depois de 25 anos competindo e quadro Olimpíadas. Ele continuou nos acusando de trapaça, e eu não gostei disso. Então eu disse a ele onde enfiar isso, porque somos o time errado para fazer esse tipo de acusação. Não me importo. Talvez ele estivesse chateado por estar perdendo”, disse Mark Kennedy, atleta da equipe masculina de curling do Canadá.
Niklas Edin, capitão da Suécia, apoiou seu companheiro de equipe. “É bem claro o que está acontecendo ali. Por que eles começaram a gritar, eu realmente não sei. É um pouco triste que comecem a gritar em vez de simplesmente aceitar e fazer melhor”, disse.
Neste sábado (14), os canadenses foram acusados de novo, desta vez por Pablo Lachat-Couchepin, atleta da Suíça, que venceu o Canadá por 9 a 5. Em entrevista após a partida, Kennedy disse que os suecos “planejaram” a acusação.
“Seja com o dedo tocando ou apenas raspando, sei que isso não tem absolutamente nenhum impacto no fim. (A Federação Mundial de Curling) deixou bem claro que isso não deve ser feito de forma alguma. Não vou ficar aqui negando que já fiz isso, mas vou negar veementemente que tenha sido feito de propósito”, continuou Mark Kennedy, atleta da equipe masculina de curling do Canadá.
Eriksson também voltou a falar sobre a briga do dia anterior. “Queremos jogar de forma justa e honesta, seguindo as regras. E se virmos algo que não esteja de acordo com as regras, avisamos os adversários ou o árbitro. Desta vez, fizemos as duas coisas”
Após a confusão, a Federação Mundial de Curling informou que não usa revisão de vídeo e colocou juízes extras ao lado da linha verde, além de advertir o Canadá com um “aviso verbal”. A entidade também disse que não encontrou violações no jogo de sexta-feira.
“Não é possível para a World Curling ter árbitros posicionados para observar todas as linhas de lançamento em cada arremesso de pedra. No entanto, a partir da sessão da tarde de sábado, dois oficiais irão se deslocar entre as quatro pistas e observar os arremessos”, comunicou a Federação Mundial de Curling, em nota.



