SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma criança e uma estudante de odontologia morreram no naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido na tarde desta sexta-feira (13) perto do Encontro das Águas, em Manaus, Amazonas. Sete pessoas estão desaparecidas.

A criança, identificada como Samyla de Souza, 3, deu entrada em uma unidade hospitalar já sem vida. Ela viajava com a avó e o irmão e retornava para a comunidade de Urucurituba, no rio Madeira, depois de passar um período em Manaus.

A outra vítima é Lara Bianca, 22, natural do município de Nova Olinda do Norte, a 135 km da capital.

De acordo com a Marinha, a embarcação fazia o trajeto entre Manaus e Nova Olinda do Norte e virou durante a navegação. Testemunhas relataram ventos fortes e banzeiros no momento do acidente. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram passageiros na água aguardando socorro.

Conforme o Corpo de Bombeiros de Manaus, 71 pessoas foram resgatadas com vida e sete estão desaparecidas. Uma embarcação que passava pelo local ajudou no resgate inicial.

O número oficial de passageiros da embarcação ainda é investigado.

A Marinha disse que mantém equipes no local e uma aeronave sobrevoando a área para localização e resgate dos passageiros, além da apuração inicial do acidente.

O comandante da lancha, Pedro José da Silva Gomes, 42, foi preso na noite de sexta-feira (13), no Porto de Manaus. Ele foi levado a uma delegacia da capital após a confirmação das mortes e, em seguida, transferido para a DEHS (Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros).

Gomes pagou fiança e foi posto em liberdade. Sobreviventes relataram que o piloto estava em alta velocidade no momento do acidente.

A empresa Lima de Abreu Navegações afirmou, em nota, que a embarcação estava com a documentação em situação regular e que colabora com as autoridades. Ainda não há informações oficiais sobre as causas do naufrágio.

As buscas pelos sete desaparecidos foram retomadas na manhã deste sábado (14). A operação havia sido suspensa na sexta-feira devido ao mau tempo.

Por meio de nota, a Marinha afirmou que, neste segundo dia de buscas, foram empregadas duas lanchas e uma embarcação de apoio. A corporação disse ainda que, desde o momento dos primeiros resgates, coletou os dados dos sobreviventes e reuniu informações que possam auxiliar tanto nas operações de busca quanto na investigação das causas do acidente.

“As buscas permanecem hoje tanto na região do acidente quanto nas margens dos rios. Serão utilizadas embarcações e mergulhadores da Marinha. Foi instaurado um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para investigar as causas e responsabilidades pelo acidente”, declarou a instituição.