SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Carnaval 2026 chegou e os foliões já preparam suas fantasias para curtir os blocos de rua. Entre os cortejos tradicionais, os mais recentes, os temáticos e os patrocinados por grandes marcas, há ainda aqueles que chamam a atenção pelos nomes divertidos.

Amoribunda, Só o Cume Interessa e Trema na Linguiça são alguns dos exemplos de blocos capazes de arrancar um sorriso de um folião só de ouvir falar. Confira abaixo alguns dos nomes mais originais de cortejos que desfilam pelo Brasil neste ano.

Arrianu Suassunga – Batizado em homenagem ao escritor Ariano Suassuna, mas com um trocadilho no meio, o bloco desfila desde 2015 em Pinheiros, em São Paulo. Com orquestra de alfaias, o cortejo traz ritmos brasileiros como maracatu, marchinhas e coco.

Largo do Machado, Mas Não Largo do Copo – Fundado em 2007, o cortejo desfila no Largo do Machado, no Rio de Janeiro, ao som de marchinhas antigas. O nome faz referência à localização onde começa o desfile, na zona sul da capital carioca.

Amoribunda – Também em São Paulo, o Amoribunda desfila há dez anos nos bairros vizinhos da Aclimação e Vila Mariana. Apesar da brincadeira no nome, a agremiação se define como “o bloco mais família de São Paulo” e faz ainda um desfile infantil, o Amorikids.

Trema na Linguiça – Uma piada que só os amantes da língua portuguesa vão entender (e chorar juntos). A trema, extinta pela reforma ortográfica de 2009, era o sinal gráfico que fazia o U da linguiça soar separado do I -e não junto, como em guilhotina. E o nome da trema vira verbo no imperativo nesse trocadilho genial. O bloco Trema na Linguiça desfila em Belo Horizonte desde 2007.

Siga Bem, Caminhoneira – Fundado por mulheres lésbicas e voltado ao público lésbico, bissexual e transgênero, o nome do bloco brinca com o antigo programa dominical Siga Bem, Caminhoneiro, e a gíria usada para se referir a mulheres lésbicas, geralmente aquelas com visual e performance mais masculina. O desfile é no centro de São Paulo.

Só o Cume Interessa – Criado por um grupo de montanhistas do Rio de Janeiro na década de 1980, o bloco faz referência aos praticantes do esporte radical, que só querem saber do cume. O desfile sai na Urca.

Domingo Ela Não Vai – Fundado em 2016, em São Paulo, o bloco faz trocadilho com o famoso refrão da música “Pau que Nasce Torto/Melô do Tchan”, do grupo É o Tchan, e já resolve dois problemas de uma vez: ajuda os foliões a lembrarem que dia é o desfile -sempre nos domingos de Carnaval- e evidencia o gênero musical do bloco: pagode e axé dos anos 1990.

Antes Aqui que na UTI – Criado por estudantes da Universidade Federal de Pernambuco, o bloco desfila em Olinda e brinca tanto com quem trabalha nos plantões em hospitais durante o Carnaval quanto com quem está internado.

Vamo ET – Fundada em 2009 no Rio, a agremiação Vamo ET homenageia o simpático extraterrestre de Steven Spielberg, sem deixar de entrar no clima brasileiro com uma frase de duplo sentido. O bloco desfila no bairro da Glória, com todo mundo fantasiado de ET.

Desliga da Justiça – Também criado em 2009, o Desliga da Justiça é o bloco ideal para geeks, nerds e fãs de super-heróis dos cinemas e dos quadrinhos. O cortejo, realizado no centro do Rio no pré-Carnaval, reúne Homens-Aranha, Batmans, Coringas, Thors, Power Rangers e o que mais a imaginação mandar.

Virilha de Minhoca – Fundado em 1975, o Virilha de Minhoca foi inspirado em outro bloco, o Suvaco de Cobra. Um dos criadores do cortejo criou a marchinha: “Nem suvaco de cobra/ nem pescoço de siri/ é o Virilha de Minhoca/ que chegou para sacudir”. O Virilha, tradicional de Bangu, desfila no domingo.

Parei de Beber, Não de Mentir – O bloco de Curicica, no Rio, toca marchinhas, sambas-enredo e outros clássicos carnavalescos. Desfila no final de semana de pré-Carnaval.