RECIFE, PE (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou neste sábado (14) sua agenda de Carnaval pelo desfile do Galo da Madrugada, no Recife. A passagem por Pernambuco começou na sexta-feira (13), com compromisso no Cabo de Santo Agostinho, e marca o início de uma sequência de eventos festivos que inclui ainda Salvador e Rio de Janeiro.

A presença do presidente ocorre em meio à disputa política em Pernambuco. O camarote conta com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora Raquel Lyra (PSD), que buscam o apoio do petista para as eleições estaduais.

Na semana passada, Raquel Lyra se reuniu com Lula no Palácio do Planalto e reafirmou que apoiará sua reeleição, caso ele se mantenha neutro na disputa pelo governo pernambucano. A governadora quer que o presidente não apoie nenhum candidato ao Executivo estadual ou que declare ter dois palanques no estado, o dela e o de João Campos.

Lula, por sua vez, é pressionado pelo PSB a trabalhar apenas pela candidatura de Campos, que preside o partido e deve concorrer contra Lyra. O prefeito teve reunião com o presidente nesta semana e defendeu a permanência de Geraldo Alckmin (PSB) como vice.

Aliados da governadora demonstraram otimismo após pesquisa Datafolha divulgada no domingo (8) apontar redução da vantagem do prefeito sobre ela de 22 para 12 no primeiro turno.

Após acompanhar o Galo da Madrugada no Sábado de Zé Pereira, Lula segue para Salvador, onde assiste à saída do bloco Trio da Cultura, da cantora e ministra da Cultura, Margareth Menezes. Na capital baiana, o presidente é esperado no Circuito Campo Grande e deve acompanhar a folia no camarote oficial do estado, governado por Jerônimo Rodrigues (PT).

No domingo (15), o presidente será homenageado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, que abre a primeira noite de desfiles do grupo especial do Rio de Janeiro. A agremiação contará a trajetória política de Lula em seu samba-enredo. Ele assistirá à apresentação no Sambódromo da Sapucaí.

A homenagem tem sido alvo de questionamentos por partidos da oposição, que acionaram a Justiça sob o argumento de propaganda antecipada. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou ações apresentadas para tentar barrar o desfile.