1min11s8c. Foi o tempo suficiente para entrar para a história. Quando ajeitou os esquis para descer a pista, Lucas Pinheiro Braathen respirou pela última vez como um ser humano comum. A descida o elevou ao Olímpo. Ao topo dele! Medalha de ouro no slalom gigante. Primeiro brasileiro a conquistar uma medalha nas Olimpíadas de Inverno.
Foram precisos 102 anos e 26 edições para que o Brasil conseguisse chegar a tão sonhada medalha nas Olimpíadas de Inverno. O ouro de Lucas em Milão-Cortina coloca o país na super seleta lista de países do hemisfério sul campeões: apenas a Austrália tinha conquistado o feito.
Nem mesmo a neve que caía e dificultava a visão dos esquiadores impediu Lucas de chegar ao pódio. Depois de fazer o melhor tempo na primeira descida do dia 1min13s92, Lucas cravou na segunda 1min11s8c, somando os mágicos 2min25s do ouro.
No slalom gigante, prova que não é sua especialidade principal, Lucas mostrou que em seu sangue brasileiro o espírito de garra é iminente. Superando todos os favoritos, marcou o esporte latino-americano com um resultado inédito. O pódio finalizou com os suiços Marco Odermatt (1min11s66c) e Loic Meillard (1min26s17c), em segundo e terceiro lugar respectivamente.
E a história não para por aí: na próxima segunda-feira (16), ele volta às montanhas para disputar o slalom tradicional, sua especialidade, em busca de mais uma medalha para o Brasil.
Apenas oito países haviam conquistado medalhas no slalom gigante: Áustria, Suíça, Itália, França, Noruega, Estados Unidos, Suécia e Alemanha. Agora, o Brasil se junta a eles, sendo a única nação sem neve a alcançar tal feito.
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Lucas Pinheiro lidera primeira bateria do slalom gigante
Mais cedo, Lucas foi o primeiro a encarar a pista — e também o primeiro a estabelecer o tempo de referência entre os 81 competidores. Nem mesmo os principais favoritos conseguiram superar sua marca de 1min13s92. Atual número 2 do mundo, o brasileiro fez uma largada agressiva, atacou as curvas com precisão e manteve velocidade consistente em todos os setores, demonstrando alto nível técnico e controle absoluto da linha.
O líder do ranking mundial, Marco Odermatt, principal candidato ao ouro, ficou 95 centésimos atrás de Braathen, reforçando o impacto da performance do brasileiro.
Demonstrando maturidade e técnica refinada, Braathen soube administrar as condições adversas, manteve ritmo competitivo e assegurou-se entre os primeiros colocados, chegando à final na liderança provisória.
Fonte: lance.com






