SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Vídeos gerados pela IA Seedance 2.0, novo sistema usado pela ByteDance, dona do TikTok, e que simulam narrativas realistas com astros como Tom Cruise e Brad Pitt, deram início a novos debates sobre o uso de inteligência artificial e os seus impactos sobre a indústria criativa.
Na onda das críticas que os conteúdos receberam, a Motion Picture Association (MPA), representante de estúdios como a Disney, a Warner Bros. e a Sony, e mesmo de streamings como a Netflix e o Prime Video, denunciou o gerador de vídeos e alegou que o sistema fez uso não autorizado de obras protegidas por direitos autorais.
Segundo a entidade, a ausência de mecanismos eficazes de proteção teria facilitado a reprodução de conteúdos protegidos nos Estados Unidos. A ByteDance, por sua vez, dona do TikTok e desenvolvedora do gerador de vídeos, elogia o novo sistema e diz que o novo modelo representa um avanço significativo na qualidade de produção desses conteúdos, que viralizaram rapidamente pelas redes.
O posicionamento da MPA ocorreu após um episódio semelhante que envolveu a empresa OpenAI, que, após críticas iniciais, adotou medidas de segurança e firmou acordos de licenciamento com estúdios. Esse modelo passou a ser citado como referência para lidar com conteúdos gerados por inteligência artificial no setor audiovisual.
Além das reações institucionais, cineastas e roteiristas também se manifestaram sobre o impacto da tecnologia. O roteirista Rhett Reese e o cineasta Ruairi Robinson comentaram publicamente a facilidade de criação dos vídeos, enquanto novas produções geradas pelo Seedance continuam circulando com referências a filmes e séries conhecidas.



