SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Empurra-empurra, dificuldade para andar e sensação de pressão são sinais de alerta em blocos de Carnaval lotados. Segundo Marcelo Flores, professor do curso de gestão de megaeventos da ESPM, saber como reagir pode reduzir riscos em meio à multidão.

Manter a calma é a primeira medida essencial. De acordo com Flores, ao perceber sinais de superlotação o folião deve evitar pânico e buscar sair gradualmente da área de maior densidade.

Deslocar-se pelas laterais é mais seguro do que tentar avançar pelo centro da multidão. O professor orienta procurar ruas transversais, áreas mais abertas ou pontos com menor concentração de pessoas.

Atenção à sinalização pode facilitar a saída. Flores explica que eventos de grande porte costumam ter indicativos posicionados acima do nível do público, o que ajuda a identificar rotas de saída e áreas de escape.

Ficar longe de estruturas fixas é fundamental em caso de tumulto. Segundo o especialista, grades, barricadas, postes, trios elétricos e paredes tendem a concentrar pressão quando há movimentação intensa.

Avançar contra o fluxo aumenta o perigo. Flores alerta que tentar caminhar na direção oposta à multidão pode provocar quedas e ampliar o risco de pisoteamento.

Sintomas físicos não devem ser ignorados. De acordo com o especialista, em caso de tontura, mal-estar ou dificuldade para respirar, o folião deve pedir ajuda imediatamente.

Equipes de apoio estão preparadas para orientar e acionar atendimento médico. O especialista ressalta que brigadistas, seguranças e agentes públicos fazem parte da estrutura do evento e podem indicar rotas seguras ou encaminhar para postos de atendimento.

Buscar ajuda cedo evita agravamento da situação. Quanto antes o folião sinaliza que precisa de assistência, maior a chance de receber suporte rápido.

Combinar ponto de encontro antes de sair de casa reduz a ansiedade em caso de separação. Flores recomenda que grupos definam previamente um local de reencontro.

Observar o ambiente ao redor ajuda a prever riscos. Manter atenção constante à densidade do público e às rotas disponíveis permite decisões mais rápidas em caso de tumulto.

Segurança coletiva começa com atitudes individuais responsáveis. Para o professor da ESPM, em eventos de grande porte a experiência positiva depende tanto da organização quanto do comportamento consciente dos próprios foliões.