PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) – A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou a passagem de um tornado na cidade de Pelotas (RS) na quinta-feira (12).

O fenômeno, registrado no bairro Fragata por volta das 10h45, causou danos em uma oficina mecânica. O tornado seguiu em direção ao bairro Areal antes de se dissipar.

A prefeitura informou que foi registrada uma média de 40 mm de chuva em menos de meia hora, em torno de 30% do esperado para todo o mês, o que provocou alagamentos pontuais e o destelhamento de casas, principalmente nos bairros Bom Jesus, Dunas, Vasco Pires, Leocádia e Obelisco.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), foram registrados ventos de 75 km/h em Pelotas, o que provocou a queda de postes e árvores. A prefeitura, porém, estima que as rajadas podem ter chegado a 100 km/h. Houve danos em 15 escolas e em unidades básicas de saúde.

Foram disponibilizadas lonas para a cobertura temporária das residências atingidas.

Pelotas, que fica a cerca de 260 km de Porto Alegre, estava sob alerta laranja da Defesa Civil desde o início daquela manhã.

Em um primeiro momento, o fenômeno foi tratado como uma nuvem funil pelo Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da Ufpel (Universidade Federal de Pelotas). Entretanto, a defesa civil estadual confirmou que se tratava de um tornado de curta duração.

Segundo o centro de monitoramento do órgão, Pelotas foi atingida por uma “linha de tempestades”.

A previsão é de que o tempo fique entre sol e nuvens nesta sexta-feira (13) e sábado (14), com pancadas de chuva no domingo (15).

Ao todo, 17 cidades do Rio Grande do Sul reportaram algum tipo de ocorrência relacionada ao vento ou chuvas.

Em Capão do Leão, uma pessoa ficou ferida após ser atingida por um pedaço de madeira que se desprendeu da estrutura do telhado da residência durante o vendaval.

A Defesa Civil também apura a ocorrência de uma microexplosão em Estrela, no Vale do Taquari. O vento causou danos em 60 residências e três escolas da cidade, além de causar a queda de um poste e de galhos de árvores.

A microexplosão ocorre quando nuvens de tempestade ficam sobrecarregadas pelo volume de água, provocando uma forte corrente de ar que desce em direção ao solo em alta velocidade.

A prefeitura montou um ponto de atendimento no bairro Pinheiros, região com maior número de casas afetadas pelo vendaval, para receber e encaminhar as demandas dos moradores.

Estrela foi uma das cidades mais atingidas pela tragédia climática de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, quando cerca de 75% da área urbana foi inundada pelo Rio Taquari, e quase um terço dos 34 mil moradores precisou deixar suas casas.