Da Redação
Dois homens foram detidos suspeitos de comercializar atestados médicos falsos voltados, principalmente, a trabalhadores que pretendiam faltar ao serviço durante o período de Carnaval, em Aparecida de Goiânia. A negociação ocorria por meio de aplicativos de mensagens, com preços que variavam conforme a quantidade de dias solicitados.
Segundo a Polícia Militar, os documentos eram vendidos por R$ 50 para afastamento de um dia e chegavam a valores maiores quando o cliente solicitava mais tempo. A prisão ocorreu na tarde de quinta-feira (12), após a Força Tática do 45º Batalhão localizar os suspeitos no bairro Independência Mansões.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam 25 carimbos, 11 blocos de receituários em branco e diversos atestados já preenchidos com dados diferentes. Conforme as investigações, os documentos utilizavam registros verdadeiros de médicos em atividade, o que aumentava a aparência de autenticidade e dificultava a identificação da fraude.
A suspeita é de que o esquema esteja em funcionamento desde o ano passado, com expectativa de aumento nas vendas em períodos festivos, quando cresce a procura por justificativas para ausência no trabalho. A Polícia Civil apura se há outros envolvidos na produção ou distribuição dos documentos falsificados.
Caso a prática seja confirmada, os suspeitos podem responder por crimes relacionados à falsificação e uso de documento falso, com penas que podem variar de um a cinco anos de prisão, além de multa.
Especialistas alertam que o uso de atestados médicos falsos pode gerar demissão por justa causa, já que a apresentação de documento fraudulento configura falta grave e quebra de confiança na relação trabalhista, conforme prevê a Consolidação das Leis do Trabalho. Além disso, o trabalhador que utilizar o material também pode responder criminalmente.






