Walison Veríssimo
A aproximação entre o senador goiano Wilder Morais e o ex-presidente Jair Bolsonaro, programada para este sábado (14/2), mobilizou líderes e analistas políticos em Goiás, que veem no encontro um possível indicativo de como o Partido Liberal (PL) pretende se posicionar nas eleições estaduais deste ano.
Com a autorização do ministro Alexandre de Moraes para a visita na prisão domiciliar onde Bolsonaro cumpre pena em Brasília, Wilder deve se reunir com o ex-presidente por cerca de uma hora — em um momento em que o PL ainda busca consolidar sua estratégia no estado.
A tensão dentro da legenda cresce diante de negociações locais: enquanto parte da direção estadual, incluindo o próprio Wilder, defende uma postura mais independente e até a manutenção de sua pré-candidatura ao governo de Goiás, outro grupo no partido vê com mais otimismo a possibilidade de apoiar uma chapa conjunta com forças aliadas do atual governo, principalmente envolvendo o vice-governador Daniel Vilela (MDB), que lidera pesquisas de intenção de voto com vantagem considerável.
O encontro entre Wilder e Bolsonaro é visto por observadores como um momento-chave para a definição dessas alianças, podendo consolidar apoio interno a uma candidatura própria ou impulsionar entendimentos mais amplos com outros grupos políticos, dependendo do teor das conversas e das pautas apresentadas durante o encontro.
Analistas destacam que os próximos movimentos internos do PL em Goiás — e a forma como as lideranças nacionais, como Bolsonaro, atuarem nesse processo — podem redefinir o cenário eleitoral no estado, influenciando até mesmo alianças em nível estadual e nacional.






