Da Redação

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), provocou forte reação do setor de contabilidade ao afirmar, em entrevista recente, que profissionais da contabilidade estariam “assaltando o empresário” ao cobrar pelas emissões de Notas Fiscais de Serviços Eletrônicas (NFS-e) dentro do novo padrão nacional implementado na capital.

Durante participação na Rádio Terra FM, Mabel criticou os valores que contadores estariam cobrando dos clientes para emitir NFS-e no novo sistema, que passou a vigorar após a prefeitura desativar seu próprio emissor gratuito no fim de 2025. Segundo ele, alguns escritórios estariam cobrando cerca de R$ 40 por nota, o que classificou como exagerado, já que, na sua visão, o custo real seria quase simbólico.

Em resposta, o Conselho Regional de Contabilidade (CRC-GO) divulgou uma nota de repúdio, considerando as declarações “graves, desrespeitosas e injustas”. A entidade afirmou que a maioria dos contadores atua com ética e técnica, auxiliando empresários a lidar com constantes mudanças fiscais e operacionais, e que ataques generalizados não contribuem para resolver problemas reais do setor.

O debate está inserido no contexto da adoção de um modelo nacional padronizado de nota fiscal em Goiânia, que obrigou empresas a usar soluções de mercado em vez da ferramenta municipal, o que, segundo especialistas, exige maior apoio contábil técnico para evitar erros e penalidades.

O CRC também ressaltou que, caso existam casos isolados de cobrança excessiva ou práticas antiéticas, há mecanismos formais de denúncia e apuração, em vez de generalizações que podem prejudicar toda a profissão.