BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram nesta quinta-feira (12), após reunião a portas fechadas, que o ministro Dias Toffoli deixará a relatoria do caso Master e que as provas e atos relacionadas ao processo continuarão na corte. A redistribuição do caso ocorrerá ainda nesta quinta.
Em nota conjunta, os magistrados saíram em defesa de Toffoli e afirmaram “não ser caso de cabimento para arguição de suspeição”.
“Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência”.
A decisão impede que a investigação em torno do banco volte à estaca zero. Se Toffoli fosse considerado suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos não teriam mais validade.
A decisão ocorre após a Polícia Federal entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatóro mostrando uma troca de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem o ministro entre seus sócios, como revelou a Folha de S. Paulo.
Durante quatro anos (entre 2021 e 2025), os irmãos José Eugenio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli dividiram o controle do Tayayá, no Paraná, com o fundo de investimentos Arleen.
O Arleen entrou na sociedade em 2021, comprando cotas de empresas que pertenciam aos irmãos e a um primo de Toffoli. O Arleen era de propriedade de outro fundo, o Leal, que de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, pertence a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master.



