SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Justiça de Minas Gerais concedeu a soltura de um adolescente suspeito de matar três mulheres em uma padaria de Ribeirão das Neves (MG). Um novo suspeito foi preso pela polícia.

A decisão acatou um pedido apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais. A motivação para a reviravolta no caso seria o surgimento de um novo suspeito.

A defesa do jovem de 17 anos não foi localizada. Em nota, tanto o Ministério Público como a Justiça de Minas afirmaram à reportagem do UOL que por força do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) o caso corre em segredo de Justiça e que não poderiam se manifestar.

Ontem a polícia mineira prendeu um homem de 30 anos em Belo Horizonte. Ele teria confessado ser o atirador dos disparos. De acordo com informações do jornal “O Tempo”, além de soltar o adolescente, a Justiça determinou a inclusão do rapaz e de seus familiares em um programa de proteção a testemunha.

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (12), a Polícia Civil afirmou que o novo suspeito foi preso por porte ilegal de arma de fogo (uma arma artesanal/portátil). Segundo o órgão, diversos elementos ligam ele ao triplo homicídio na padaria. Além disso, o homem é também suspeito de uma tentativa de homicídio em uma oficina mecânica na mesma região. Ele não teve o nome divulgado, por isso a reportagem não conseguiu localizar sua defesa.

Na chacina na padaria, o autor do crime utilizou um capacete para motocicleta. A Polícia Civil afirma que com o novo suspeito foi encontrado um capacete semelhante ao verificado nas imagens de segurança.

Novo suspeito tem ainda registros policiais por ameaça, perseguição e violência doméstica. O inquérito foi instaurado como homicídio, mas a qualificação para feminicídio dependerá da confirmação da motivação ao final das investigações. A polícia trabalha com linhas de investigação que incluem motivação passional ou patrimonial.

Entre as vítimas do crime ocorrido na região metropolitana de BH estão a ex-namorada do adolescente, que era funcionária da padaria e tinha 16 anos. Ela estava no caixa no momento do ataque e foi atingida por dois disparos.

A segunda vítima era cliente do estabelecimento. A mulher de 56 anos foi baleada e morreu no local. Uma adolescente de 14 anos também foi baleada e, depois de chegar a ser resgatada, morreu no hospital. Crime ocorreu na noite do dia 4 de fevereiro.

Mudança de rumo no caso. Segundo uma testemunha, o adolescente que foi liberado hoje pela Justiça havia ido à padaria pouco antes do crime. Ele teria tido uma uma discussão por ciúmes com a ex-namorada, por isso ele teria sido apreendido como um dos principais suspeitos.

Testemunha que estava na padaria implorou para não ser morta. A mulher, que não se feriu, contou à polícia que pediu para não ser morta.