Da Redação

Novos documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados ao caso do financista americano Jeffrey Epstein, acusado de abuso e tráfico sexual de menores, revelam detalhes pouco conhecidos sobre sua relação com o Brasil. 

De acordo com as informações, Epstein tinha um CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) registrado no Brasil desde 23 de abril de 2003. O cadastro estava em situação regular no sistema da Receita Federal brasileira e incluía seu nome completo e data de nascimento, apesar de ele não ter residência fixa no país. 

Além disso, entre os documentos há trocas de e-mails datadas de 2011 em que o financista conversou com a empresária alemã Nicole Junkermann sobre a possibilidade de obter a cidadania brasileira. Em uma das mensagens, Nicole pergunta a ele o que achava da ideia, e Epstein respondeu que era “interessante”, embora tenha afirmado que questões com vistos para viagens a outros países poderiam ser um obstáculo. 

Embora os registros mostrem que o magnata considerou essa opção, não há evidência de que ele tenha de fato solicitado ou obtido a naturalização brasileira. Autoridades brasileiras confirmaram que a existência do CPF não implica automaticamente crime ou vínculo direto com atividades ilegais. 

Epstein foi encontrado morto em sua cela em 2019, enquanto aguardava julgamento nos Estados Unidos pelos crimes de exploração sexual. A causa oficial da morte foi registrada como suicídio, e inúmeras investigações e documentos continuam sendo analisados em diferentes países.