Da Redação

Um levantamento da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box mostra que viver em Goiás está cada vez mais difícil para muitas famílias. Segundo a pesquisa, o custo médio mensal no estado gira em torno de R$ 3.370, considerando despesas com moradia, supermercado, contas fixas, transporte, saúde, educação, lazer e outros itens do cotidiano — valor que coloca Goiás como o nono estado com maior custo de vida do país e o segundo maior no Centro-Oeste, atrás apenas do Distrito Federal.

Conforme os dados, quase 60% da renda das famílias goianas está comprometida com gastos essenciais, especialmente supermercado, moradia e contas recorrentes, como luz, água e internet — despesas que não podem ser adiadas e pesam mais no orçamento doméstico.

Economistas alertam que isso reduz significativamente a margem financeira para lidar com imprevistos e poupar. A alta recente nas tarifas de energia elétrica e nos preços dos aluguéis e dos alimentos foi citada como um dos principais fatores que acentuaram a sensação de aperto no bolso dos moradores.

O impacto dessa pressão orçamentária se reflete no cotidiano de muitas famílias, que relatam dificuldades em equilibrar o pagamento de contas básicas com outras necessidades, como educação, saúde e lazer. Em meio ao cenário, especialistas recomendam planejamento financeiro cuidadoso e revisão constante dos gastos, além de evitar o uso frequente de crédito com juros elevados para não aprofundar o endividamento.

O levantamento da Serasa ouviu mais de 6 000 brasileiros entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 e mostra como os custos essenciais continuam consumindo uma fatia expressiva da renda familiar em um contexto econômico desafiador.