SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) está cobrando uma taxa de esgoto acima da permitida por lei para imóveis sem a coleta na zona sul da capital, segundo relato de moradores da região.
Os casos foram relatados no Grajaú e confirmados pela reportagem. Todos ocorrem na mesma rua, a Carlos Sgarbi Filho, no Jardim Castro Alves, e só atingem que vive em um dos ladod da via.
A Sabesp diz que enviará uma equipe técnica aos endereços para averiguar a situação. “Assim que houver o resultado da vistoria, os casos serão atualizados”, afirmou a companhia.
Desde junho de 2025, a companhia cobra a tarifa de esgoto para imóveis não conectados à rede, mas localizados em regiões nas quais a infraestrutura está disponível.
O valor é tabelado por lei: em imóveis residenciais, R$ 37,96; para comércios e indústrias, R$ 76,60.
Numa das casas da rua Carlos Sgarbi Filho, o preço cobrado costuma variar. O montante é sempre o mesmo da conta de consumo. Se ela vem R$ 80 reais, este também é o valor do esgoto.
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Isso ocorre desde o início da cobrança, afirmam os moradores, que mostraram contas dos últimos três meses para confirmar a situação.
A aplicação da taxa de esgoto para imóveis sem o serviço está prevista em lei federal desde 2007. Ela é aplicada desde 2018 em estados como Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais.
A cobrança vale para imóveis residenciais, comerciais e industriais, exceto aqueles beneficiados pelas tarifas social e vulnerável. Segundo a Sabesp, o iníciod a cobrança da taxa visa “garantir a sustentabilidade do sistema e incentivar a regularização das ligações”.
Maria Aparecida Souza, 61, uma das afetadas no Grajaú, diz nunca ter recebido a opção de ter a ligação de esgoto regularizada.
“Aí eles vêm e fazem essa safadeza de cobrar um valor maior do que é permitido. É justo? Essa situação é boa pra quem?”, diz a comerciante.



