Da Redação

Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest sobre a corrida presidencial de 2026 indica que, embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda apareça na frente individualmente nas intenções de voto, a soma dos candidatos de orientação mais conservadora e de direita ultrapassa o percentual dele entre os eleitores.

O levantamento foi realizado com 2 004 eleitores de todo o Brasil entre 5 e 9 de fevereiro de 2026 e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Considerando diferentes cenários estimulados de primeiro turno, Lula aparece isoladamente como o mais votado, com cerca de 30 % das intenções, mas quando se junta o desempenho de nomes ligados ao campo mais à direita — como Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ratinho Junior e Ronaldo Caiado — o total das preferências ultrapassa o do atual presidente.

Politicamente, isso sugere um ambiente eleitoral dividido e dinâmico, em que Lula mantém um núcleo consistente de apoio, mas não domina de forma ampla o cenário. Por outro lado, a oposição ainda está fragmentada entre diferentes pré-candidatos, o que dificulta a consolidação de um único nome forte, mesmo que juntos representem uma maioria numérica neste momento.

Nos cenários de segundo turno avaliados na pesquisa, a disputa aparece equilibrada e competitiva, com Lula liderando por margens estreitas em confrontos diretos contra vários dos nomes da direita testados, enquanto um percentual significativo do eleitorado — entre 13 % e 19 % — declara intenção de votar em branco, nulo ou ainda está indeciso.

Analistas políticos interpretam esses números como um indicativo de que a eleição presidencial ainda não tem um favorito consolidado, e que as chances de vitória dependerão tanto da capacidade dos candidatos de unificar apoios dentro de seus respectivos campos quanto da evolução do cenário político e econômico até outubro de 2026.