SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A SSP (Secretaria de Segurança Pública) do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou, em nota, que um procedimento foi instaurado pelo comando do policiamento para investigar a ação em que um policial militar jogou spray de pimenta em uma testemunha e em uma repórter da Folha na noite de terça-feira (10), no centro de São Paulo.
Isso ocorreu mesmo com a jornalista identificada com o crachá e tendo avisado previamente que estava ali trabalhando. Em seguida, os policiais ainda ameaçaram levá-la para a delegacia por reclamação.
A agressão ocorreu quando a repórter entrevistava uma testemunha da ação em que um policial da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) e outro motociclista à paisana perseguiram um ciclista suspeito de roubo e o forçaram contra um ônibus, como uma forma de pará-lo, na esquina da avenida São João com a alameda Glete.
Com o impacto, o suspeito caiu e o motorista do coletivo precisou desviar e frear bruscamente para não passar por cima dele, ainda segundo as testemunhas.
Antes de receber o spray no rosto, a testemunha já havia sido empurrada pelo motociclista à paisana, após ela pedir calma na forma como os dois agentes imobilizavam o suspeito no chão.
LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA
O Governo de São Paulo não compactua com excessos ou desvios de conduta de seus agentes. A abordagem citada não é compatível com os procedimentos operacionais das forças de segurança, razão pela qual o respectivo comando de policiamento da área instaurou um procedimento para apurar os fatos. Constatada qualquer irregularidade, os envolvidos serão responsabilizados.



