SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Guilherme Benchimol, fundador da XP, André Street, cofundador da Stone, e David Vélez, fundador do Nubank, lançaram nesta terça-feira (10) o Instituto B55, iniciativa sem fins lucrativos voltada a pequenas e médias empresas que enfrentam dificuldades para crescer.
O instituto prevê oferecer cursos e formações, além da criação de um espaço para que empreendedores se conectem. Também está previsto apoio financeiro a empresas e startups com histórico de atuação comprovado.
Benchimol, Street e Vélez devem participar de mentorias, palestras e workshops. Além deles, Jorge Paulo Lemann (3G Capital), Renata Vichi (Kopenhagen), Alexandre Birman e David Feffer (Suzano) participarão de atividades de formação.
Quem comandará o dia a dia da operação é Cristhiano Faé, cofundador e CEO do B55. Engenheiro de produção gaúcho, ele fundou empresas como Accera, W3BOX, Raisy e Scale Partners, além de ter atuado como investidor e conselheiro de companhias como Neogrid, D1 e Seedz.
O trio de fundadores realizou um aporte inicial no projeto, mas a meta é que a entidade se autofinancie no longo prazo. Os recursos devem vir das atividades oferecidas, como mentorias e cursos.
Segundo André Street, da Stone, a iniciativa busca ajudar empreendedores que enfrentam algum tipo de estagnação.
“O mercado é forte, mas falta conexão real, trocas concretas e mais experiências compartilhadas. Isso passa por juntarmos ingredientes chave que são o nosso foco aqui: conhecimento aplicado, método e rede de apoio”, disse.
O B55 se junta a instituições como Endeavor, G4 Educação e Sebrae, que também oferecem mentorias e formações.
“O B55 nasce como complemento às iniciativas já existentes. O empreendedorismo brasileiro é diverso demais para caber em uma única solução. Cada uma dessas instituições cumpre um papel em determinado estágio. Nosso foco é atender quem já construiu algo relevante e agora busca método, rede qualificada e experiência prática para continuar crescendo”, diz Faé.
“Já passei por todos os estágios da jornada e sei o que os empreendedores enfrentam e de que precisam: um ambiente que sustente o crescimento no dia a dia. É aí que vamos fazer a diferença”, afirma.
No geral, o B55 vai atuar com foco em quatro pilares: Educação & Desenvolvimento, Comunidade & Networking, Jornada & Aceleração e Hub de Empreendedorismo & Inovação.
Nas duas primeiras frentes, serão oferecidos cursos e formações para empreendedores, além da criação de um espaço para que eles se conectem. Na terceira e quarta, startups e empresas serão apoiadas por meio de capital, mentorias e programas estruturados de aceleração. O instituto também prevê a criação de campus físico, em local ainda não definido.
De acordo com a entidade, os produtos estão em fase de estruturação e atenderão empreendedores em diferentes estágios. O primeiro programa deve ser lançado no início de março (6).
“Não queremos apenas vender cursos de fim de semana ou entregar certificados. Queremos oferecer um espaço em que as pessoas se sintam seguras para falar sobre suas vulnerabilidades e tenham a oportunidade de ter conversas que impactem suas empresas de forma concreta”, afirma Benchimol.



