SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um novo plano de segurança para o Carnaval de rua de São Paulo prevê fechamento temporário das estações de metrô na rua da Consolação, na região central da cidade, controle mais rígido do público e orientação aos blocos para evitar manter os trios parados após o início dos desfiles.

As diretrizes foram alinhadas em reunião realizada entre a Polícia Militar e representantes da GCM (Guarda Civil Metropolitana), de órgãos municipais, além da ViaMobilidade, responsável pela linha 4-Amarela do metrô, nesta terça-feira (10).

Segundo a corporação, as medidas são preventivas e visam evitar episódios de tumulto. O fechamento das estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie, que atendem a rua da Consolação, será entre 11h e 20h em dia de desfile de megablocos na via.

A reunião ocorreu após dois blocos ocuparem a rua da Consolação simultaneamente no último domingo (8), o que acarretou tumulto e empurra-empurra devido à superlotação. As grades de segurança montadas para conter o público foram derrubadas pelos foliões que ficaram prensados.

Pela primeira vez, a rua recebeu dois megablocos que atraem milhares de pessoas: o Acadêmicos do Baixo Augusta e a estreia do DJ Calvin Harris, em bloco patrocinado pela Skol, marca oficial do Carnaval de São Paulo.

Internamente, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) avaliou que o fato do trio do DJ Calvin Harris ter ficado parado por mais de duas horas na rua da Consolação, após o início do desfile, contribuiu para a concentração excessiva de foliões no mesmo ponto na via.

Fontes próximas da organização do Carnaval de rua disseram que o atraso ocorreu para que o DJ pudesse tocar no meio do trajeto, onde havia mais público. Procurada, a Ambev, responsável pela organização do bloco, não respondeu.

Após o episódio, a gestão Nunes decidiu colocar um representante da prefeitura em cada trio dos megablocos para organizar o andamento dos desfiles. No domingo, guardas civis assumiram a frente dos trios na Consolação para organizar o deslocamento.