SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado republicano Andy Ogles pediu a abertura de uma investigação contra a National Football League (NFL) e a NBCUniversal por aprovação de conteúdo “sexualmente explícito” no show do intervalo de Bad Bunny no Super Bowl.
Em publicação na rede X na noite de segunda-feira (10), Ogles divulgou carta enviada ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes na qual solicita apuração sobre o que classificou como “uma performance dominada por temas líricos sexualmente explícitos e coreografia sugestiva”.
O parlamentar chamou a apresentação de “pura obscenidade” e afirmou que o espetáculo exibiu “atos sexuais gays explícitos, mulheres rebolando provocativamente e Bad Bunny agarrando a própria virilha enquanto simulava atos sexuais”.
Ogles argumenta que músicas do repertório, como “Safaera” e “Yo Perreo Sola”, contêm referências sexuais “facilmente perceptíveis em qualquer idioma”. Embora Bad Bunny tenha interpretado trechos de “Safaera”, ele não cantou as partes mais explícitas da canção durante o show.
Na carta, o deputado afirma ser “altamente implausível” que NFL e NBC não tivessem conhecimento prévio do conteúdo. “Esses atos flagrantes e indecentes são ilegais nas transmissões públicas”, escreveu Ogles. “A cultura americana não será ridicularizada ou corrompida sem consequências.” Em publicação anterior, Ogles afirmou que a apresentação de Bad Bunny seria “prova conclusiva de que Porto Rico nunca deveria se tornar um Estado”.
Randy Fine, outro congressista republicano, também criticou o show e o classificou como “ilegal”. Além disso, disse que enviaria carta ao presidente da Comissão Federal de Comunicações, Brendan Carr, aliado de Donald Trump, pedindo “medidas drásticas”, incluindo possíveis multas e revisão de licenças de transmissão.
Antecipando a controvérsia do show de Bad Bunny, o grupo conservador Turning Point USA promoveu uma programação alternativa anunciada como celebração de “fé, família e liberdade”, voltada ao público ligado ao movimento MAGA. O evento teve como atração principal o músico Kid Rock, apoiador de Trump, que interpretou “Bawitdaba”, música que menciona “dançarinas topless” e “prostitutas” em Hollywood. Ele não apresentou outra canção de seu repertório frequentemente citada por críticas por referências a menores de idade.



